
O Dia Internacional da Síndrome de Down conscientiza e celebra a vida dos portadores, visando propiciar as mesmas oportunidades entre os brasileiros. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui aproximadamente, 300 mil indivíduos com a condição.
A PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, explica que a Síndrome de Down se desenvolve no útero e acontece devido à quantidade de cromossomos em todas ou a maioria das células. A população possui 46 cromossomos, enquanto essa parcela da população possui um a mais, ou seja, 47. É importante lembrar que o fenômeno não é causado pelos pais, sendo impossível evitá-lo.
Pela característica, é possível identificar a condição ainda durante a gestação, dependendo do método escolhido pelos pais. Normalmente, a descoberta acontece por volta da 12ª semana, o que permite um maior tempo de preparo familiar, para conhecer mais sobre a síndrome.
A Down causa uma série de alterações em características do corpo, assim como comorbidades, obesidade, infecções respiratórias e distúrbios na tireoide, contudo, é mais conhecida pela probabilidade de levar à deficiência intelectual.
De acordo com Ângela, é comum as crianças apresentarem atrasos de desenvolvimento de habilidades motoras e linguísticas, transtorno do déficit de atenção/ hiperatividade, maior risco de comportamento autista, maior risco de depressão, comportamentos ansiosos, inflexíveis e repetitivos e déficits no comportamento adaptativo e no relacionamento social.
A deficiência intelectual não possui graus, como outros transtornos mentais, como o autismo, ou seja, somente variações na capacidade intelectual, determinando a necessidade de auxílio dos portadores.
Alguns dos principais sinais de dificuldade se dão com o atraso do desenvolvimento de fala e funções motoras, evoluindo tardiamente, “por volta dos 2 ou 3 anos”, segundo a especialista.
Assim, a Down exige um acompanhamento multidisciplinar para proporcionar maior qualidade de vida e, claro, melhor desenvolvimento. O acesso ao psicólogo é extremamente importante, assim como, possuir um pedagogo especializado no tema em sala de aula.
O planejamento foca nas principais necessidades do aluno, garantindo seu desenvolvimento e inclusão. É extremamente importante o professor conhecer o aluno, buscando compreender seu déficit para posteriormente, adotar uma estratégia, sendo alterada à medida que a evolução é visível.
Além de profissionais, os pais e responsáveis também devem considerar consultas com fonoaudiólogo, nutricionista e fisioterapeuta, definindo um plano de ações para autonomia.
Fonte: Multi Comunicar/Assessoria de Comunicação
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